Equipa Profissional 2026-01-04

Personalidade, união e vitória: entrada em 2026 a ganhar

Entrar em 2026 a ganhar, e logo em Alcochete, não é para qualquer um. Muito menos após a primeira derrota num ciclo forte que deu por terminado 2025. O Académico fê-lo com personalidade, coragem e uma maturidade competitiva que diz muito sobre o caminho que esta equipa está a trilhar.

O cenário era tudo menos simples. Um terreno exigente, um adversário jovem, intenso e apoiado pela sua identidade formadora, e um golo sofrido ainda cedo, logo na primeira verdadeira aproximação leonina. Poderia ter sido um teste à solidez emocional do Académico, mas foi exatamente aí que a equipa mostrou quem é. Sem pressas, sem desorganização, com bola e com critério, os viseenses foram crescendo no jogo, ganhando metros e confiança.

A resposta não tardou. Primeiro, um aviso sério com Tomás Domingos a acertar na trave, num lance que gelou Alcochete. Depois, o empate, fruto de pressão alta, inteligência e oportunismo. Cihan Kahraman, sempre atento, aproveitou um erro na saída do Sporting e fez justiça ao ascendente academista. O empate ao intervalo não só se aceitava como deixava a sensação de que o jogo estava longe de fechado.

Na segunda parte, o Académico foi ainda mais equipa. Soube sofrer quando teve de sofrer, foi solidário nos duelos, inteligente nas coberturas e perigoso sempre que acelerava. Mesmo com as mexidas do Sporting, que tentou carregar mais na frente, foi o conjunto viseense a mostrar maior clareza nas decisões.

O momento decisivo chegou à passagem da hora de jogo. Um lance limpo, rápido e eficaz. Soufiane Messeguem, com a frieza de quem vê o jogo um segundo antes dos outros, encontrou João Guilherme ao segundo poste. O remate de primeira foi o culminar de uma reviravolta construída com trabalho coletivo, crença e ambição. O VAR ainda visualizou o lance, mas a verdade do jogo falou mais alto: o golo foi validado e o Académico confirmou aquilo que já vinha a demonstrar dentro das quatro linhas.

Daí até ao fim, foi resistir com cabeça, coração e organização. Houve tudo o que um jogo intenso pede. E houve, acima de tudo, uma equipa unida, a fechar espaços, a disputar cada lance como se fosse o último, a defender a vantagem com alma.

O apito final soou como uma confirmação. O Académico começou 2026 com o pé direito, numa vitória de peso, num campo difícil e frente a um adversário de qualidade. Mais do que três pontos, fica a mensagem: este grupo acredita, está focado e sabe exatamente ao que vem. O caminho faz-se assim — juntos, competitivos e fiéis aos seus objetivos.

Partilhar:
Equipa Profissional

“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

Patrocinadores Principais