Equipa Profissional 2026-01-11

Luís Silva: “O Académico precisa de Viseu e Viseu precisa de um Académico forte”

Capitão e uma das vozes mais experientes do balneário, Luís Silva fez o balanço da primeira volta do campeonato, numa entrevista aos canais de informação da Académico de Viseu FC, Futebol SAD. O médio destacou ainda o projeto, o crescimento do grupo ao longo da competição, a força coletiva construída nos momentos difíceis e a ambição com que a equipa encara a segunda metade da temporada.

Questionado sobre o arranque de época, Luís Silva reconheceu que o começo não correspondeu às expectativas, tendo em conta a qualidade do plantel: “Não começámos da forma como gostaríamos, nem como merecíamos, pela qualidade individual e coletiva que temos. Temos essa noção. Os primeiros jogos não foram positivos, todos sabemos disso. No entanto, serviram para crescermos enquanto jogadores, enquanto homens e, fundamentalmente, enquanto grupo”.

Segundo Luís Silva, foi precisamente nas dificuldades que a equipa se consolidou: “Hoje somos um grupo muito forte, muito unido, e sabemos para onde vamos. Isso é muito importante: saber sempre, em todos os momentos, qual é o caminho”. Apesar do início menos conseguido, o capitão considerou que o balanço global da primeira volta é positivo e alertou para as dificuldades que se avizinham: “Não começámos da melhor forma, mas terminámos da melhor maneira possível e o saldo acaba por ser bastante positivo. Ainda assim, ninguém conquista nada na primeira volta, no final é que se fazem as contas e temos muito trabalho pela frente”.

O experiente médio abordou ainda a mudança no comando técnico, destacando a tranquilidade e a energia trazidas por Sérgio Fonseca: “Não há ideias melhores ou piores, há ideias diferentes. O mister veio com uma forma de estar completamente diferente, conhece o clube por dentro e por fora, e isso é muito importante. A energia exterior com a chegada do novo mister foi mais positiva, ajudou a tranquilizar o grupo. Ficámos tristes com a saída do anterior treinador, mas estamos muito contentes com o mister Sérgio Fonseca, que é uma pessoa muito tranquila e que tem tudo para ter sucesso no Académico”.

Luís Silva fez ainda questão de valorizar o projeto e a estrutura academista: “É um Académico com muita qualidade, que sempre teve. Não deixa faltar nada aos jogadores, tem uma estrutura muito forte, departamentos bem delineados, toda a gente sabe o que fazer. O jogador só tem de se preocupar em desempenhar as suas tarefas dentro de campo, e isso para nós é meio caminho andado”.

Com a segunda volta prestes a arrancar, o capitão garantiu que o grupo está determinado a não repetir os momentos difíceis do início da época: “Sabemos o que sofremos em agosto, setembro e outubro e não queremos voltar lá atrás. Recordamo-nos bastantes vezes do que já passámos, a nossa posição nessa altura pesou muito para que o grupo se unisse para dar a volta. Agora só temos de olhar para a frente e estamos muito motivados para fazer uma boa segunda volta”. Luís Silva foi perentório ao defender uma abordagem assente na valorização do momento: “Temos de viver o presente, o dia a dia, a semana a semana. Pensar demasiado no futuro faz-nos esquecer o presente, e isso não é bom sinal”.

Por fim, Luís Silva deixou igualmente uma palavra aos adeptos, cujo apoio considerou decisivo: “Sabemos que os resultados trazem mais pessoas ao estádio. Os adeptos foram críticos quanto tiveram de ser, e apoiaram-nos quando tiveram de apoiar. Os academistas têm sido fundamentais”. O capitão antevê momentos exigentes na segunda volta e reforça a importância da massa associativa. “Vamos ter momentos complicados nesta segunda volta, e precisaremos muito deles. Precisamos que sejam aquilo que têm sido: o nosso 12º jogador, dentro e fora de casa. O Académico precisa da cidade de Viseu e Viseu também precisa de um Académico forte. É com essa simbiose que temos de encarar esta segunda volta”.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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