Equipa Profissional 2026-01-02

Focos nos três pontos diante do Sporting CP “B”

O Académico desloca-se no próximo domingo ao Estádio Aurélio Pereira para defrontar o Sporting CP “B”, em encontro da 17.ª jornada da Liga Portugal 2. Na conferência de antevisão, o treinador Sérgio Fonseca e o médio maliano Samba Koné deixaram clara a ambição dos Viriatos, sublinhando a confiança no trabalho desenvolvido e no espírito do grupo.

Sérgio Fonseca começou por enquadrar a preparação da equipa ao longo da semana, assumindo que o último resultado não foi o desejado, mas sem impacto na identidade do grupo: “A semana de trabalho foi normal, tentámos manter os mesmos registos que temos tido ao longo das outras semanas. É verdade que foi um resultado que não queríamos que acontecesse, acabou por acontecer, mas não muda nada na nossa forma de seguir e de estar relativamente ao próximo adversário”, afirmou.

Sobre o Sporting CP “B”, o técnico destacou a dificuldade do desafio: “É uma equipa difícil, como são todas. Temos falado sempre que não há jogos fáceis na Segunda Liga. É uma equipa que está a fazer um campeonato fantástico. Ultimamente não tem tido resultados positivos, vem de duas derrotas, mas tem muita qualidade individual e coletiva. É uma equipa muito bem orientada, que tem a melhor defesa do campeonato e um dos melhores ataques. Por isso, espera-nos um adversário difícil”, referiu, reforçando, no entanto, que o objetivo do Académico de Viseu se mantém inalterado: “Nada muda naquele que é o nosso objetivo, que é lutar pelos três pontos e tentar chegar ao segundo lugar”.

O treinador abordou ainda as particularidades das equipas “B”, nomeadamente a imprevisibilidade nas escolhas: “Nunca sabemos bem o que vamos encontrar, pode haver muita mudança. Eles têm muitos jogadores e isso obriga-nos a ter mais cuidado na preparação do trabalho semanal, em função do onze que possa apresentar o Sporting”, explicou, garantindo que a equipa trabalhou vários cenários ao longo da semana: “Vamos com o mesmo espírito e a mesma vontade que temos tido em todos os jogos, em busca dos três pontos, que é o nosso principal objetivo”, concluiu.

Também Samba Koné partilhou a ambição da equipa e a sua motivação pessoal: “Desde o início da temporada que os objetivos são os mesmos. Tenho objetivos pessoais, que passam por jogar mais jogos e ajudar a equipa ao máximo sempre que tenho oportunidade”, começou por referir o médio maliano, destacando ainda a mentalidade coletiva: “Sobre o grupo, estamos aqui para abordar cada jogo com a mesma dinâmica, que passa por ganhar”.

Há três anos no clube, Samba não escondeu o sentimento de pertença: “Entrei numa grande família, que me ajuda diariamente a alcançar os meus objetivos. Agradeço a todo o grupo”, afirmou. Quanto ao adversário, reconheceu a qualidade do Sporting CP “B”, mas reforçou a confiança no Académico de Viseu: “É uma equipa muito boa, com jogadores de grandes qualidades individuais, mas nós também temos as nossas qualidades, que passam por sermos uma família e um grupo. Trabalhamos diariamente para isso e espero trazer a vitória no próximo jogo”, rematou.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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