Equipa Profissional 2025-12-26

Académico recebe SL Benfica “B” com ambição de voltar às vitórias

O Académico de Viseu prepara a receção ao SL Benfica “B”, este domingo, no Estádio do Fontelo, em jogo a contar para a 16.ª jornada da Liga Portugal 2. Na conferência de antevisão, o treinador Sérgio Fonseca e o médio Tomás Silva deixaram claro que a equipa está focada, consciente das dificuldades e determinada em somar os três pontos.

Sérgio Fonseca começou por sublinhar a exigência do campeonato e do adversário: “É um jogo difícil, como todos os jogos na Segunda Liga. Não há jogos fáceis e, todas as semanas, temos exemplos de quão competitivo é este campeonato".

Sobre o SL Benfica “B”, o técnico destacou a qualidade e irreverência do conjunto encarnado: “É uma equipa com muita qualidade, com jovens jogadores de enorme potencial e irreverentes. Estamos à espera de dificuldades”, afirmou, garantindo, no entanto, que o Académico se tem preparado bem ao longo da semana: “A equipa está a preparar-se bem para essas dificuldades, sem nos desviarmos do nosso rumo, do nosso trajeto, com humildade, espírito de sacrifício e foco naquilo que queremos, que são os três pontos”.

Sérgio Fonseca realçou ainda o fator casa: “Temos de olhar para nós. Estamos em nossa casa, junto daqueles que estão connosco para nos apoiar, e queremos muito voltar às vitórias. Vamos dar tudo o que temos em prol desse objetivo, que é somar mais três pontos na tabela classificativa”. O técnico garantiu também que o espírito do grupo se mantém inalterado: “Os jogadores treinaram com o mesmo entusiasmo e com a mesma forma de estar. Isso não vai alterar nada, porque, no resto, mantém-se tudo igual”.

Do lado dos plantel, Tomás Silva falou sobre o seu percurso recente e o momento atual: “A época passada serviu para ganhar experiência e minutos. O empréstimo deu para crescer muito, ganhar muita experiência e tempo de jogo, para agora ganhar o meu espaço”, explicou. O médio destacou as oportunidades que tem tido desde a chegada de Sérgio Fonseca: “Tenho tentado agarrar sempre ao máximo todas as oportunidades, sejam cinco, dez ou quinze minutos, para que, com o trabalho diário, o meu espaço possa aumentar cada vez mais”.

Relativamente à preparação da equipa, Tomás Silva admitiu que foi uma semana diferente devido à quadra natalícia: “Temos trabalhado muito bem ao longo desta semana e das anteriores”, disse, lembrando que o último resultado não satisfez os objetivos do grupo: “Apesar de não ser negativo, não foi um resultado que nos agrade. Os nossos objetivos passam sempre pelas vitórias e é para isso que vamos lutar neste jogo”.

Sobre o adversário, o médio realçou as particularidades das equipas “B”. “São equipas com muita irreverência jovem, jogadores menos experientes, mas com muita qualidade individual. O Benfica ‘B’ vem de uma série de cinco jogos sem perder. É verdade que não vence fora do Seixal há cerca de dois meses, mas certamente virá aqui para mudar isso”, alertou, acrescentando que estas equipas podem mudar bastante de jogo para jogo: “Temos trabalhado para várias situações e vários tipos de jogadores que podemos defrontar”.

Por fim, Tomás Silva revelou um lado mais pessoal deste encontro: “É um jogo pelo qual tenho um carinho especial, porque foi contra o Benfica ‘B’ que fiz o meu primeiro jogo como sénior, no Seixal. Há sempre esse carinho individual, mas, acima de tudo, é um jogo coletivo".

O Académico de Viseu entra assim em campo determinado a impor-se no Fontelo e a regressar às vitórias, consciente das dificuldades, mas confiante no trabalho desenvolvido ao longo da semana.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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