Equipa Profissional 2025-12-13

Sentiu-se o brilho da prata da casa

Na tarde deste domingo, o sol brilhou sobre a prata do manto negro que refletiu os 111 anos de orgulho da casa. Foi na receção ao SC Farense que se estreou e provou que entrega sorte a todos os que vivem o sentimento academista. A partida ficou registada por três bolas a zero e três pontos a mais na tabela classificativa.

 O apito inicial fez arrancar um duelo em que rapidamente se percebeu que a equipa da casa queria deixar a prata vincada na 13ª jornada.

Desde os primeiros minutos, viu-se a personalidade da Beira-Alta, ao circular a bola com critério no terreno do Farense e conquistar cedo o primeiro canto, fruto de uma investida pelo lado direito do ataque. A imponência da equipa era evidente, com um ritmo decidido e a intenção de comandar o jogo era clara.

Cihan Kahraman teve a primeira oportunidade de perigo. Rematou na sequência de um canto, mas a bola saiu por cima da baliza. Pouco depois, Álvaro Zamora tentou colocar a bola no ângulo superior direito, mas o remate passou ao lado.  Apesar dos duelos intensos no meio-campo e da força de vontade das equipas se mostrar ao ataque, a posse dos Viriatos era maior e mais viva.

Aos 35 minutos, Robinho rompeu a defesa do Farense e tentou servir Clóvis, que caiu na área, mas o árbitro não assinalou falta. Dois minutos depois, Balla Sangaré rematou com força, mas Domen Grill afastou a bola.

Foi aos 40 minutos que o momento decisivo da primeira parte aconteceu: num contra-ataque, Kahraman encontrou João Guilherme na área. O brasileiro não falhou e inaugurou o marcador.

Na segunda metade do tempo, manteve-se o padrão: muitos duelos a meio-campo e poucas oportunidades claras. No entanto, aos 73 minutos, João Guilherme voltou a brilhar, bisando na partida com um remate certeiro depois de se desmarcar nas costas da defesa do Farense.

Cinco minutos depois, André Clóvis tentou ampliar a vantagem, mas o guardião adversário negou o golo. Porém, aos 80 minutos, num movimento coletivo, a bola chegou a Álvaro Zamora, que com o pé esquerdo fez o terceiro golo da partida.

O apito final confirmou a vitória do grupo viseense por 3-0 sobre o SC Farense, marcada pela maturidade de quem realmente sabe vencer.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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