Equipa Profissional 2025-12-13

Académico de Viseu impõe-se com exibição segura no Fontelo

O Académico de Viseu somou uma vitória controlada frente ao SC Farense, por 3-0, no Estádio Municipal do Fontelo, em encontro da 14.ª jornada da Liga Portugal 2. No final da partida, o treinador Sérgio Fonseca destacou a dificuldade inicial do jogo, bem como a capacidade de adaptação da equipa, que acabou por traduzir-se numa exibição afirmativa e segura.

Na análise ao encontro, o técnico academista reconheceu as dificuldades sentidas sobretudo na primeira parte: “O jogo foi difícil, principalmente na primeira parte. Tivemos alguma dificuldade no momento sem bola. O Farense criou-nos ali algumas dificuldades e nós também levámos algum tempo a ajustar os posicionamentos, a jogar um bocadinho de uma forma diferente daquilo que temos vindo a jogar”, explicou.

Sérgio Fonseca admitiu que esses ajustes condicionaram o desempenho defensivo inicial da equipa: “No momento defensivo tivemos mais dificuldades, mas depois, com o passar do tempo, e com as situações que foram surgindo, penso que na segunda parte estivemos melhor”, acrescentou.

O treinador sublinhou ainda a importância das transições ofensivas, que acabaram por desbloquear o marcador e tornar o jogo mais favorável aos Viriatos: “Conseguimos, através das transições, chegar ao golo e aí tornámos as coisas mais fáceis”, referiu, enaltecendo o trabalho realizado ao longo da semana.

A consistência defensiva voltou a ser um dos pontos destacados pelo técnico, que fez questão de alargar o mérito a toda a equipa: “Temos trabalhado muito nesse aspeto. Eles têm sido competentes a fazer as coisas e, quando falo em consistência defensiva, não me limito apenas à linha defensiva, mas a todo o trabalho coletivo defensivo da equipa”, afirmou.

A partir dessa solidez, o Académico conseguiu também crescer ofensivamente: “A partir daí conseguimos, através daquilo que são as posições, chegar ao golo. Penso que estamos muito bem nesse aspeto”, salientou Sérgio Fonseca.

Por fim, o treinador lembrou a qualidade dos adversários e a necessidade de constante evolução: “Somos observados e do lado dos adversários também há muita competência e muita qualidade, o que nos tem complicado mais as coisas. Tentamos criar diferentes variáveis para dar mais qualidade nesses momentos. Às vezes as coisas saem melhor, outras vezes temos mais algumas dificuldades, mas é continuar a insistir nesse trabalho”, concluiu.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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