Equipa Profissional 2025-12-05

Focados e preparados para teste exigente frente ao CD Feirense

O Académico de Viseu realizou esta sexta-feira a conferência de antevisão ao encontro da 13.ª jornada da Liga Portugal 2, diante do CD Feirense, no Estádio Marcolino Castro. Sérgio Fonseca e o avançado brasileiro João Guilherme destacaram a competitividade do adversário e reforçaram a ambição academista na luta pelos três pontos.

O treinador dos viseenses começou por sublinhar que a equipa manterá a sua identidade, apesar das particularidades do duelo: “Temos de manter-nos iguais a nós próprios e àquilo que temos sido até agora. Não é um adversário fácil pelas dimensões do campo, face à forma como jogam em casa, que os tornam num adversário difícil, principalmente após um resultado positivo em Vizela”, analisou.

Para Sérgio Fonseca, o CD Feirense encaixa no perfil típico da Liga Portugal 2: “É um adversário que tem muito a ver com aquelas que são as equipas típicas da Segunda Liga: uma equipa muito competitiva, um pouco à imagem do que foi o Penafiel. Uma equipa agressiva, que em casa procura sempre dar o máximo e galvaniza-se muito pela sua massa associativa”.

O técnico reforçou ainda a postura que exige à sua equipa: “Da nossa parte, sempre o mesmo registo: a mesma atitude, o mesmo querer, a mesma ambição e a mesma humildade. Vamos em busca dos três pontos”.

Questionado sobre a preparação, garantiu que o grupo está atento a todos os detalhes: “Eles estão por dentro dos comportamentos do nosso adversário, sabem das dimensões e do tipo de equipa que vão encontrar. Durante a semana preparámo-nos para dar resposta a essa exigência. Olhando para a tabela classificativa, muitas equipas estão com grande proximidade pontual. Ainda estamos numa fase inicial do campeonato, falta muito, e vamos seguindo jogo a jogo, sempre à procura dos três pontos”.

Também João Guilherme abordou a sua adaptação ao clube e à cidade, destacando a importância da estabilidade pessoal: “A minha adaptação aqui em Viseu foi muito boa. Ter a minha família, o meu filho e a minha esposa comigo contribuiu para me sentir bem cá, para nos sentirmos bem dentro do clube e para poder trabalhar de cabeça tranquila”.

Sobre o desafio em Santa Maria da Feira, o avançado reconheceu as dificuldades: “Estamos bem focados e o grupo está bem unido. Sabemos que é um jogo muito difícil. Pela dimensão, dá a entender que é um campo mais curto, mas sabemos que temos de ir lá fazer um jogo muito concentrado, impondo o nosso ritmo e a nossa intensidade”.

O jogador destacou ainda o trabalho conjunto do trio ofensivo e de toda a equipa: “Acredito que cada jogo tem a sua história. Trabalhamos para que tudo corra bem entre nós dentro de campo, mas, como falei, o grupo está unido e é um trabalho conjunto. Eu, o Clóvis e o Zamora, tal como todos, iremos trabalhar naquilo que o mister pedir das nossas funções dentro de campo, para sair de lá com os três pontos e pelo bem do Académico.”

O encontro está marcado para domingo, às 14H no Estádio Marcolino Castro, onde o Académico de Viseu tentará dar continuidade ao seu bom momento no campeonato da Liga Portugal 2 Meu Super.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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