Equipa Profissional 2025-11-27

Académico de Viseu focado no regresso às vitórias diante do FC Penafiel

O Académico de Viseu recebe este sábado o FC Penafiel, no Estádio do Fontelo, em jogo da 12ª jornada da Liga Portugal 2. Na antevisão da partida, o jovem lateral português Gustavo Costa e o treinador Sérgio Fonseca destacaram a confiança do grupo, a maturidade do balneário e a ambição de voltar às vitórias depois da eliminação na Taça de Portugal.

O treinador Sérgio Fonseca garantiu que o afastamento na Taça não alterou o compromisso do grupo, nem o foco no próximo adversário: “A semana tem corrido de uma forma normal e natural. Eles perceberam que fizemos um bom jogo; falámos sobre isso durante a semana e voltaram com a mesma vontade, com o mesmo querer e com a mesma atitude que têm tido ao longo das semanas. Não alterou em nada. Relativamente ao próximo adversário, esperamos dificuldades, como é óbvio. É uma equipa competitiva, difícil, com jogadores de qualidade. Desde que alteraram a equipa técnica, têm vindo a melhorar os processos deles. Por isso, estamos à espera de um adversário difícil, quase em semelhança com todos até agora”.

O técnico rejeita qualquer quebra emocional: “Os indicadores que eles nos deram durante a semana são positivos. Não vi da parte deles nenhum tipo de frustração relativamente ao resultado, porque têm noção daquilo que fizeram, da forma como trabalharam. Durante a semana isso não se notou, por isso acho que estão confiantes na mesma. Sabemos da dificuldade que o próximo adversário nos vai trazer, mas continuamos confiantes”.

Sobre o momento de forma e o equilíbrio emocional do plantel, Sérgio Fonseca destacou a importância da mistura entre juventude e experiência: “É um bocadinho de tudo. Com o facto de termos bons resultados, os níveis de motivação são maiores, como é óbvio, mas também temos gente muito experiente que sabe que, por vezes, as coisas são muito voláteis e podem mudar. Esses jogadores experientes passam essa mensagem aos mais jovens, percebem os momentos e percebem quando um colega não está tão confiante. Eles próprios passam essa confiança, e claro que os resultados ajudam”.

Por fim, o treinador deixou ainda uma palavra aos adeptos: “Eles têm sido fantásticos. Têm-nos acompanhado e, como o Gustavo referiu há pouco, têm-nos ajudado bastante nas nossas vitórias. Contamos sempre com a presença deles. Para nós, é uma presença muito, muito importante”.

Já Gustavo Costa começou por sublinhar a forma como foi integrado no plantel academista desde o início da temporada: “Relativamente ao grupo, acho que é, acima de tudo, muito maduro. Acolheu-me a mim e a todos os jogadores novos muito bem. É um grupo com muita experiência, e também com alguns jogadores de idade menor, que acho que nos completam muito bem. Temos uma mentalidade vencedora e tentamos que as coisas depois, no campo, corram da melhor forma”.

Sobre o encontro com o Penafiel, o jovem lateral garantiu que o Académico está preparado: “Sabemos que é um adversário complicado, que tem qualidade, e temos a noção de que vêm para querer ganhar. Vimos as coisas que podemos explorar durante a semana e vamos querer entrar lá dentro, como sempre, com a vontade de conquistar os três pontos. Sabemos que passamos por um bom momento de forma e queremos retomar as vitórias. Estamos muito confiantes que vamos dar uma boa resposta no sábado”.

Questionado sobre a diferença entre as competições, Gustavo reforçou que a mentalidade não muda: “São competições diferentes e jogos que requerem algumas coisas diferentes, mas o nosso chip acaba por ser o mesmo, porque o chip é querer ganhar. Tanto no jogo da Taça como no jogo do campeonato, queremos ganhar. Infelizmente, no jogo da Taça não conseguimos, embora ache que merecíamos ter ganho pela exibição que fizemos. Demos seguimento às boas exibições que tínhamos feito anteriormente no campeonato e acho que isso não vai abalar em nada o que vai ser o chip para o próximo jogo”.

O jovem academista acredita que a confiança permanece intacta: “Os níveis de confiança não vão baixar, porque temos noção de que merecíamos ter ganho. Infelizmente não conseguimos — são coisas do futebol — mas prometemos dar uma boa resposta no sábado. Queremos também dar alegrias aos adeptos, porque merecem por todo o apoio que nos têm dado desde o início. Tem sido muito importante para nós e esta boa fase que estamos a passar também vem muito do apoio que temos sentido, tanto fora como em casa”.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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