Na tarde desta terça-feira, o escalão sub-23 do Académico de Viseu enfrentou o conjunto do Leixões SC, no Estádio do Mar. A décima jornada ficou a desejar, marcada por um empate a uma bola.
A primeira iniciativa atacante pertenceu à equipa da casa, mas a equipa que realmente foi eficaz foi a dos Viriatos. Logo na primeira aproximação à baliza adversária, mexeu no marcador. No entanto, não se viu alterado por muito tempo, já que o arbitro assistente assinalou posição irregular.
Perto dos 33 minutos, sucederam-se três cantos a favor da turma Beirã e, no terceiro, a equipa do mar tremeu, exceto Wesley Duarte. A jogada começou com Krystian Cubas que, de acordo com o estudado, bateu canto para Machado. O jovem academista entregou a bola para Maga já dentro da área, e o capitão cruzou de imediato para o ponta de lança academista que faz um cabeceamento perfeito para marcar, mas o guarda-redes de Matosinhos estava bem atento. A insistência não ficou por aí. A bola continuou viva na grande área, à procura do golo que teimava em não aparecer.
Marcelo Silva apitou para o intervalo e ficou claro que, apesar do empate, a supremacia pertencia aos beirões.
A segunda parte arrancou no mesmo tom com que terminou a primeira, com o Académico a controlar o ritmo do jogo. A insistência acabou por dar frutos aos 51 minutos, quando a formação viseense confirmou em campo a superioridade que demonstrou até então. Maga cruzou, o setor defensivo ainda conseguiu cortar, mas a bola sobrou à entrada da área pequena. Kaique foi mais rápido e inaugurou o marcador de cabeça. Aos 62 minutos, Krystian quase ampliou a vantagem, obrigando o guarda-redes adversário a fazer uma grande defesa.
A pressão academista abrandou após a primeira substituição do Leixões, e aos 67 minutos, o subcapitão restabeleceu a igualdade. Este golo deu força à equipa da casa, que manteve o ritmo alto e tentou encostar o Académico às cordas. Apesar da pressão o grupo viseense revelou solidez defensiva e manteve-se fiel à sua identidade de jogo.
Terminada a partida, o mister João Pedro Duarte fez uma análise da equipa no seu primeiro jogo enquanto líder do conjunto: “Entramos muito fortes com boas oportunidades para concretizar, mas não conseguimos. Tivemos um volume ofensivo muito grande e acho o resultado ao intervalo injusto. Na segunda parte, alertamos os nossos jogadores para um maior perigo do adversário, sobretudo no contra-ataque. Tínhamos de ter as nossas referências bem definidas para não os deixar sair com critério. Mantivemos o nosso caudal ofensivo, chegamos justamente ao 1-0 e tentámos controlar o jogo. Infelizmente, um erro que faz parte do crescimento da equipa e que é normal nestas idades, fez o Leixões empatar. Depois disso, o jogo ficou muito repartido. A nossa equipa teve duas ocasiões para marcar e o adversário também tem um momento em que poderia ter feito o golo. Mantemos o primeiro lugar, que é o nosso objetivo, e vale a pena relembrar que jogámos contra uma boa equipa”.
O técnico academista analisou também o seu próximo jogo, que será, em casa, frente ao Rio Ave FC: “Os jogos na Liga Revelação são todos muito parecidos, sempre com muitas oportunidades de golo. Nós vamos estar atentos para as dificuldades que o Rio Ave pode dar nesses momentos. Vamos preparar-nos o melhor possível. Jogamos em casa e queremos vencer para ficar cada vez mais perto do apuramento”.
A equipa sub-23 do Académico de Viseu mantem o seu primeiro lugar, distanciado por um ponto deste adversário. O grupo prepara-se agora para receber o Rio Ave FC, em disputa da 11ª jornada da Liga Revelação, agendada para o dia 2 de dezembro.