Equipa Profissional 2025-11-07

“Queremos levar para o futuro o espírito de união que a equipa mostrou”

O Académico de Viseu desloca-se este domingo ao Estádio Municipal Dr. Machado de Matos para defrontar o FC Felgueiras, em partida a contar para a 11ª jornada da Liga Portugal 2. Na conferência de antevisão ao encontro, o treinador Sérgio Fonseca e o defesa-central grego Nikos Michelis, abordaram o momento da equipa e as expectativas para o duelo frente a um adversário que quer regressar à boa forma.

Sérgio Fonseca começou por destacar “o espírito de equipa” revelado na última jornada, sublinhando que o encontro “não foi fácil”, tendo em conta a sequência dos acontecimentos: “Ficámos desde cedo com menos um jogador, sofremos o segundo golo e isso, naturalmente, afeta sempre. Mas tudo o que veio a partir daí — o espírito de união, o querer, o facto de eles se juntarem, darem as mãos — é esse espírito que queremos levar para o futuro. A mesma mentalidade, o mesmo querer, a mesma ambição e a mesma atitude”, afirmou.

O técnico academista reforçou a competitividade do campeonato e o crescimento do grupo nas últimas semanas: “Temos vindo a falar de um campeonato extremamente competitivo e equilibrado, onde qualquer equipa, mesmo estando mais abaixo na tabela, consegue tirar pontos às que estão acima. Temos plena noção desse equilíbrio. Fruto das vitórias, os níveis de confiança têm aumentado. Nota-se no treino, no trabalho diário — eles estão mais confiantes, alegres e motivados".

Apesar do bom momento, Sérgio Fonseca mantém o foco na consistência: “A minha preocupação tem sido passar-lhes a mensagem de que, no futebol, as coisas mudam rápido. Temos de manter a convicção nos nossos objetivos e continuar a trabalhar com a mesma dedicação. Uma coisa que gostei muito de ver no final do último jogo foi a alegria na cara dos jogadores que não jogaram. Nota-se que estão com o grupo, unidos, e isso será preponderante para o nosso futuro. O campeonato é longo e difícil, mas estamos a preparar-nos para isso, com o objetivo de ter sucesso”.

Sobre o adversário, o treinador academista não poupou elogios: “O Felgueiras é uma equipa muito forte em casa. Perdeu apenas o primeiro jogo com o Marítimo e, a partir daí, somou três vitórias consecutivas. Está muito bem orientada por um treinador experiente, que já está há alguns anos no clube. É uma equipa com dinâmicas muito interessantes e com muita qualidade, por isso esperamos um jogo exigente”.

Por fim, Sérgio Fonseca deixou ainda uma palavra aos adeptos viseenses: “Fico muito contente por ver que os nossos adeptos estão cada vez mais a aderir. A equipa está a fazer o seu papel — trazer vitórias, criar uma onda em torno do clube — e queremos continuar a alimentar essa união”.

Já Nikos Michelis reforçou a confiança do grupo, mas com os pés bem assentes no chão. “A equipa está muito bem e confiante, mas, como disse o mister, as coisas podem mudar muito rapidamente. Sabemos que será um jogo difícil, num campo complicado e com o Felgueiras a querer regressar às vitórias. Temos de manter a mesma mentalidade e o mesmo espírito dos últimos jogos. Vamos para ganhar”, afirmou o defesa grego.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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