Equipa Profissional 2025-10-30

EQUIPA QUE JOGA COM ALMA NAVEGA CONTRA A MARÉ

Foi uma noite de afirmação no Estádio do Mar, onde se provou que uma equipa que joga com alma nunca naufraga.

Cada toque de bola desafiou o mar e carregou a certeza de quem sabe o que quer. Frente ao Leixões SC, o Académico somou a segunda vitória consecutiva na Liga Portugal 2, com uma exibição madura e com a serenidade de quem vence sem nunca perder o respeito pelo adversário. Desde o primeiro minuto, ficou claro que os Viriatos estavam determinados. Álvaro Zamora, num rasgo de inspiração, percorreu o relvado de ponta a ponta e deixou o seu selo na partida. Aos sete minutos, a sua trivela encontrou André Clóvis, que apareceu no momento certo para inaugurar o marcador com um remate cruzado de pé esquerdo.  

A vantagem cedo construída não abrandou o ritmo dos Viriatos. A equipa manteve o controlo do jogo e, aos 25 minutos, voltou a marcar. Cihan tentou de longe, Morro  defendeu, mas Clóvis, foi rápido na reação e cabeceou para o 0-2. Um bis em meia hora de jogo e mais uma demonstração da eficácia do avançado brasileiro. O Leixões viu a partida complicar-se com a expulsão de José Bica aos 30 minutos. Daí em diante, o Académico passou a gerir o jogo com inteligência, sem perder intensidade.

Sérgio Fonseca pediu calma e prudência e foi exatamente isso que o conjunto entregou. Na segunda parte, o domínio manteve-se. Aos 50 minutos, um passe milimétrico de Kahraman encontrou Clóvis, que consumou o hat-trick com a frieza de um goleador nato. O quarto golpe surgiu aos 66 minutos, depois de uma jogada individual de João Guilherme, que deslizou entre os adversários antes de oferecer mais uma vez a bola ao brasileiro, líder de golos destacado da Liga Portugal 2 Meu Super.  

Bryan Róchez ainda conseguiu reduzir para o Leixões, mas o Académico permaneceu sereno, firme na sua organização e no seu controlo do jogo. Nos descontos, um desvio de Naldo selou o resultado em 1-5, cumprindo uma vitória que ultrapassou qualquer número. Foi um triunfo que revelou a força de uma equipa coesa, consciente do seu caminho e movida por uma ambição humilde que se sente em cada passe, em cada corrida e em cada gesto dentro do relvado.

No final, ficou a imagem de um grupo maduro nas decisões, responsável no esforço coletivo e com uma mentalidade que combina determinação e respeito. Uma equipa que não joga apenas para vencer, mas para mostrar quem é e de onde vem.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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