Equipa Profissional 2025-10-23

Sérgio Fonseca e Álvaro Zamora projetam receção difícil ao GD Chaves: “O objetivo é lutar pelos três pontos”

O Académico recebe este sábado o GD Chaves, em jogo a contar para a oitava jornada da Liga Portugal 2. Na antevisão ao encontro, o treinador Sérgio Fonseca e o avançado Álvaro Zamora destacaram a exigência do desafio, mas reforçaram a confiança no trabalho desenvolvido ao longo da semana.

O técnico academista começou por reconhecer o valor do adversário, mas garantiu que o grupo está preparado para enfrentar o desafio: “O que esperamos encontrar são as dificuldades inerentes a um plantel com muita qualidade, muito bem orientado, e que ainda não perdeu. É uma equipa que está a fazer um campeonato fantástico e, naturalmente, esperamos um jogo complicado. Mas podemos superá-lo, a equipa tem trabalhado muito bem e estamos preparados para o jogo”.

Sérgio Fonseca destacou ainda o estado de espírito do grupo após a vitória frente ao Gil Vicente, para a Taça de Portugal, salientando a importância da atitude e da continuidade no trabalho: “Foi importante chegarmos ao início da semana e vermos os sorrisos e a satisfação por aquilo que fizeram contra o Gil Vicente. Mas, quando começou o treino, a atitude deles foi exatamente a que queremos: perceber que teremos um adversário difícil. Mesmo os jogadores que tiveram menos tempo de utilização deram uma resposta fantástica durante toda a semana. É essa confiança que queremos transportar para o jogo com o Chaves”.

O treinador valorizou também o equilíbrio do plantel e a determinação coletiva: “Temos um grupo com jogadores jovens, como o Zamora, e outros com mais experiência. Sabemos o momento que vivemos, sabemos o que queremos e estamos preparados para ir à luta pelos nossos objetivos — e o nosso objetivo é lutar pelos três pontos”.

Ciente da importância do encontro, Sérgio Fonseca assumiu que a prioridade passa por vencer, mesmo que o desempenho não seja perfeito: “Sabemos que vai ser um jogo extremamente difícil, com uma história completamente diferente do jogo contra o Gil Vicente. Temos os pés bem assentes no chão e sabemos o momento que atravessamos — estamos a um ponto da descida. É extremamente importante ganhar. Podemos, eventualmente, não jogar tão bem, mas o primeiro objetivo é vencer. É para isso que trabalhamos”.

Por sua vez, o internacional costa-riquenho Álvaro Zamora sublinhou o crescimento da equipa e a motivação para o duelo frente aos transmontanos: “Esta semana foi muito importante e muito boa para preparar este jogo. Vai ser uma partida difícil, mas penso que demos um passo em frente na nossa confiança, técnica e no nosso jogo.”

O avançado reforçou ainda a necessidade de foco interno e o desejo de surpreender um adversário ainda invicto: “Gostamos de pensar mais em nós. Estamos numa posição na qual não queremos estar e esta semana temos três jogos. Por isso, há que pensar em nós mesmos e, obviamente, é sempre motivador poder impor a primeira derrota a quem ainda não a tem”.

Académico de Viseu e GD Chaves defrontam-se este sábado, pelas 15H30, no segundo encontro consecutivo dos viseenses no Estádio do Fontelo. 

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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