Equipa Profissional 2025-10-18

"O mérito é todo dos jogadores"

O Académico de Viseu venceu este sábado o Gil Vicente FC por 2-1, no Estádio do Fontelo, e garantiu a passagem à quarta eliminatória da Taça de Portugal. No final da partida, Sérgio Fonseca destacou a entrega e o compromisso dos seus jogadores, sublinhando que o triunfo é inteiramente merecido.

“O mérito é todo deles. Aproveito para agradecer também à nossa massa associativa, que em muitos momentos nos ajudou imenso. O grupo trabalhou muito durante estas duas semanas, tem valor e, apesar de não estar a passar um momento fácil no campeonato, foi enorme. Deram o máximo, aquilo que nós pedimos: compromisso, atitude e coragem. Conseguiram repor tudo dentro de campo e, como já disse, acho que foi uma vitória que nos assenta bem”, afirmou o técnico academista.

Sérgio Fonseca, que assumiu recentemente o comando técnico, realçou ainda o esforço do grupo na assimilação das novas ideias, explicando que a sua intenção passa por construir, em conjunto com os jogadores, uma identidade própria: “É muito cedo. Há comportamentos que ainda temos de trabalhar mais — não tivemos tempo para trabalhar tudo aquilo que queremos. Mas eles têm feito um esforço enorme para compreender e executar as nossas ideias. A ideia nunca foi impor nada, foi construir com eles uma forma de jogar. Queremos evoluir, crescer e continuar a trabalhar. O mais difícil está para vir: dar consistência ao que fizemos hoje”, reconheceu.

O treinador do Académico de Viseu admitiu ainda que o triunfo frente a um adversário da Primeira Liga foi uma motivação adicional para a equipa, mas alertou para a necessidade de manter o foco no campeonato: “Claro que o facto de ser um adversário da Primeira Liga, que está a fazer um campeonato fantástico, motiva. São estes jogos que todos os jogadores querem jogar. Mas agora o mais difícil é transportar esta forma de ser e de estar para o campeonato. São competições diferentes, com níveis de exigência distintos, mas temos de manter a mesma atitude e continuar a trabalhar da mesma forma”, concluiu Sérgio Fonseca.

Com esta vitória, o Académico de Viseu segue em frente na Taça de Portugal e ganha novo alento para a Liga 2, onde procura recuperar posições e estabilidade sob o comando de Sérgio Fonseca.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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