Equipa Profissional 2025-10-16

Aposta na “competência e atitude” para ultrapassar o Gil Vicente

O Académico de Viseu recebe este sábado o Gil Vicente FC, em jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal, e o técnico Sérgio Fonseca reconheceu o grau de dificuldade do desafio, destacando a qualidade do adversário e a importância do apoio dos adeptos viseenses.

“As dificuldades estão patentes naquela que é a qualidade do adversário. O Gil Vicente está a fazer um campeonato fantástico, é uma equipa muito bem orientada, com boas dinâmicas e muita qualidade. Esperamos, naturalmente, um jogo exigente”, afirmou o treinador academista, em conferência de imprensa de antevisão.

Sérgio Fonseca sublinhou ainda a relevância do fator casa e do apoio da massa associativa academista: “É sempre importante jogar em casa e contar com o apoio dos nossos adeptos. Esperamos que venham, que estejam connosco e que tragam esse espírito de nos ajudar. Eles fazem parte da nossa mística que queremos começar a transportar para dentro de campo”.

Questionado sobre a sua situação no comando técnico, o treinador foi direto: “No futebol e na vida estamos sempre a prazo. O mais importante é o Académico ganhar. É com esse espírito que queremos entrar em campo. Tenho pedido aos jogadores compromisso e atitude, e é isso que eles têm mostrado em todos os treinos”.

Sobre o jogo em si, o técnico acredita na capacidade da sua equipa para competir de igual para igual: “Sabemos da qualidade do adversário, mas também sabemos que teremos de ser muito competentes, com e sem bola. Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para sair do jogo de consciência tranquila, certos de que demos tudo pelo objetivo. Com as nossas armas, com as nossas forças e fraquezas, queremos vencer o adversário”.

O médio Luís Silva reforçou a confiança do grupo para esta eliminatória, sublinhando a boa adaptação às ideias do novo treinador. “É um jogo de Taça, e muitas vezes as divisões não significam muito. Do outro lado está uma equipa motivada e em boa fase, mas aqui também está um grupo feliz, confiante e a assimilar as ideias do mister. Acreditamos que vamos fazer um excelente jogo e garantir a passagem à próxima eliminatória”.

O experiente médo comentou ainda a diferença entre as duas principais divisões do futebol português, onde já atuou: “Já joguei alguns anos na Primeira Liga e agora estou novamente na Segunda. A diferença é mínima — depende muito da atitude, da organização e da concentração. É nesses detalhes que temos de estar mais vivos, porque deixámos escapar alguns pontos no campeonato e temos de ser mais consistentes para alcançar melhores resultados”.

Por fim, Luís Silva abordou, com naturalidade, o tema dos cartões amarelos: “Durante a minha carreira levei alguns. Fazem parte do jogo, desde que sejam em benefício da equipa. Quando era mais novo, recebia mais por reclamar. Agora, com mais experiência, só os vejo quando é necessário parar um ataque perigoso”.

O Académico de Viseu recebe este sábado o Gil Vicente FC, em jogo da terceira jornada da prova rainha. A partida está agendada para as 18h, no Estádio do Fontelo.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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