Equipa Profissional 2025-10-01

Sérgio Vieira e Messeguem projetam duelo com o Marítimo: “Queremos dar início a uma sequência de vitórias”

O Académico de Viseu desloca-se esta sexta-feira à Madeira para defrontar o Marítimo, em jogo de abertura da jornada número sete da Liga Portugal 2 Meu Super. Na conferência de antevisão, o treinador Sérgio Vieira e o médio alemão Soufiane Messeguem deixaram mensagens de confiança, mas também de alerta para as dificuldades que esperam encontrar.

“Esperamos uma e um ambiente difíceis. O Marítimo, apesar de uma derrota e de um empate recentes, somou pontos e está numa posição positiva. Acredito que será uma equipa motivada, tranquila e a jogar o seu futebol”, começou por referir Sérgio Vieira, sublinhando a qualidade do adversário, mas também as oportunidades que o jogo pode oferecer ao Académico.

O treinador recordou que, na segunda liga, qualquer resultado é possível: “Nenhuma equipa é perfeita, ainda mais nesta competição. O último classificado pode ganhar ao primeiro, e ganhar bem. Assim como nós podemos vencer qualquer adversário. Temos qualidade individual e coletiva para isso”.

Apesar de destacar o bom momento ofensivo dos viseenses, Sérgio Vieira não escondeu a necessidade de maior consistência defensiva: “Somos uma das equipas que mais golos marca, mas também uma das que mais sofre. Isso não é próprio das minhas equipas, e temos de corrigir. Trabalhamos com rigor e foco. Como se costuma dizer, ataques ganham jogos e defesas ganham campeonatos. Sofrer um golo gera dor, desconforto, frustração, e ninguém quer passar por isso. Temos de aprender a lidar com esses momentos e sair deles mais fortes”.

O técnico academista reforçou ainda que o grupo está consciente do caminho a seguir: “Sabemos que as circunstâncias dos golos sofridos têm sido muito específicas, muitas delas em bolas paradas. Isso demora tempo a corrigir, não é em seis jornadas que se constrói um processo coletivo perfeito. Mas sentimos que estamos no caminho certo. Queremos rapidamente encaixar uma sequência de vitórias, porque só quem aguenta as pancadas, as derrotas e as frustrações consegue depois iniciar um novo ciclo. Acredito que, se mantivermos este rigor, vamos ser muito felizes esta temporada”.

Ao lado do treinador esteve Soufiane Messeguem, que partilhou a ambição do grupo para o encontro na Madeira. “Sabemos que vamos enfrentar uma equipa forte, mas estes são os jogos que todos os jogadores querem jogar: sexta-feira, boa relva, muita gente no estádio… Estamos preparados para trazer pontos da Madeira”, afirmou.

O médio alemão destacou ainda o espírito do balneário: “Acho que se sente que o espírito da equipa é muito bom. Mesmo com menos um jogador no último jogo, não se notou que estávamos com 10. Estamos a tentar deixar de lado as pequenas falhas nos momentos decisivos, porque a verdade é que a equipa está no caminho certo”.

O Académico de Viseu viaja esta quinta-feira para a Madeira. Em vista está o jogo desta sexta, em casa do Marítimo da Madeira, em partida que inaugura a ronda número sete da Liga Portugal 2 Meu Super. O encontro está agendado para as 18H, no Estádio do Marítimo.

 

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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