Equipa Profissional 2025-09-25

Preparado para “um jogo exigente” frente ao Portimonense

O Académico de Viseu recebe, no próximo sábado, a Portimonense SAD, em jogo a contar para a sexta jornada da Liga Portugal 2.

Na conferência de antevisão, o treinador Sérgio Vieira destacou a evolução contínua da sua equipa, sublinhando que o foco está no processo e não apenas nos resultados: “Esses sinais de que a equipa não perde há três jogos não são algo em que nos foquemos. Desde o início do campeonato que sentimos evolução na forma como jogamos em todos os momentos. Avaliamos profundamente, de forma individual e coletiva, e sabemos o que nos levou a empatar, perder ou ganhar. Mais do que os resultados finais, sentimos os processos e o desempenho, e isso tem-nos feito evoluir a cada semana”, afirmou.

O técnico academista frisou ainda que a prioridade passa por edificar bases sólidas que permitam consistência a médio e longo prazo: “Queremos que as vitórias sejam uma consequência natural daquilo que tem vindo a ser alicerçado, sem pressão ou ansiedade. O objetivo é que, quando atingirmos maturidade nas vitórias, consigamos mantê-las e terminar a competição da forma que todos sonhamos”.

Sobre o adversário, Sérgio Vieira não escondeu o respeito pelos algarvios: “O Portimonense é uma equipa forte, que vem da Primeira Liga e que assumiu publicamente o objetivo de voltar a esse patamar. Têm qualidade individual e coletiva, como ficou demonstrado na vitória no Seixal contra o SL Benfica "B", mesmo com menos dois jogadores. Vamos respeitar esse valor, mas acima de tudo olhar para nós e melhorar detalhes do jogo com a Oliveirense, em que, apesar do bom desempenho, deixámos escapar dois pontos”.

Já o defesa português Tomás Domingos, um dos reforços da época, garantiu que o grupo mantém a ambição em alta após a passagem à próxima fase da Taça de Portugal: “As competições são diferentes, mas o chip tem de ser o mesmo: entrar em todos os jogos para ganhar. Sinto que a minha adaptação ao Académico foi boa, fui muito bem recebido pela estrutura, equipa técnica e colegas, e estou cada vez mais à vontade”.

O jogador destacou ainda o crescimento coletivo da equipa: “O último jogo foi um dos melhores em termos coletivos. Criámos muitas oportunidades de perigo e isso mostra que estamos em evolução. Agora temos o Portimonense, uma equipa que até utiliza um sistema tático parecido. Estão acima de nós na classificação, mas temos a oportunidade de os ultrapassar. É isso que vamos tentar fazer".

O Académico de Viseu recebe este sábado a Portimonense SAD, em jogo da ronda número seis da Liga Portugal 2. A partida que dita o regresso dos Viriatos ao campeonato está agendada para as 14H, no Estádio Municipal do Fontelo.

 

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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