Equipa Profissional 2025-09-19

Sérgio Vieira pede respeito e máxima seriedade para ultrapassar o Portalegrense

O Académico joga este domingo a segunda eliminatória da Taça de Portugal, marcada pela deslocação ao Estádio Municipal de Portalegre, casa do CD Portalegrense. Na conferência de imprensa de antevisão, na conferência de antevisão ao encontro da 2ª eliminatória da Taça de Portugal, frente ao CD Portalegrense, o treinador do Académico de Viseu, Sérgio Vieira, e o atacante Robinho, sublinharam a responsabilidade que a equipa carrega e a necessidade de encarar o jogo com seriedade máxima.

“Acredito que as duas equipas têm um objetivo: passar a eliminatória, embora com responsabilidades diferentes. Sem dúvida que a nossa responsabilidade é inequivocamente passar, sem qualquer tipo de erros ou equívocos. Mas, para isso, temos de ter muito respeito por todos os jogadores, pela equipa, pela história do nosso adversário, pelo seu treinador e pelo projeto que têm. A forma de demonstrarmos esse respeito é sermos nós próprios, com a mesma atitude, intensidade, ambição, agressividade e preparação — ou até mais — para não relaxarmos. Acredito que, com esta mentalidade, no domingo conseguiremos cumprir o nosso objetivo”, afirmou o técnico academista.

O treinador alertou ainda para os perigos de relaxamento em jogos deste tipo, recordando surpresas que já marcaram a Taça em Portugal: “Os jogadores estão extremamente alertados. Pela atitude que tiveram esta semana, até demonstraram que nem precisavam desse alerta. Sabemos que muitas vezes estas competições trazem emoções que transformam o rendimento, e isso já aconteceu ao Académico, inclusive a grandes clubes, em Portugal e noutros países. Temos de estar preparados para qualquer adversário. A nossa responsabilidade é maior, mas isso só aumenta a motivação do outro lado. Só com respeito, demonstrado em campo com atitudes e comportamentos, é que vamos conseguir o objetivo”.

Sérgio Vieira destacou ainda fatores de dificuldade que podem marcar a partida, como a adaptação ao relvado ou a força do adversário perante os seus adeptos: “Essas dificuldades existem, mas dependem muito da preparação mental. Um jogador, quando está preparado, joga bem em qualquer campo. Temos de estar mais focados nas ações técnicas, nas tomadas de decisão, na intensidade. O apoio do público é também um fator que pode pesar, mas a nossa resposta terá de ser igual ou superior ao que fazemos no campeonato. Não diferenciamos competições nem adversários. Podemos dar oportunidade a alguns jogadores, mas a seriedade, a exigência e o profissionalismo serão sempre os mesmos”. 

Presente também na conferência, o avançado Robinho reforçou a ideia do treinador, frisando que o Académico não pode abdicar de assumir o seu estatuto.

“Na minha opinião, responsabilidade e respeito são fundamentais. O favoritismo temos de assumir sempre, porque trabalhamos para isso. Mas o respeito pelo adversário é estarmos sempre no nosso melhor nível, tentando fazer as coisas bem e mostrando que estamos ali para passar. Seja contra adversários superiores ou inferiores, isso não nos diz nada. O importante é assimilar processos e melhorar jogo após jogo”, afirmou o atleta português.

Ainda em processo de adaptação a Viseu e ao emblema Beirão, Robinho garantiu estar motivado para dar mais à equipa. “Clube novo, cidade nova, trabalho com pessoas novas... é sempre uma adaptação. Mas acredito que, dia após dia, pelo trabalho que vamos fazendo, posso voltar a mostrar uma versão ainda melhor de mim”.

O avançado concluiu reforçando a ideia de foco no trabalho interno: “Como o mister disse, não trabalhamos em função dos adversários, embora os estudemos ao pormenor. Trabalhamos em função de nós próprios. Esta semana foi muito boa, como as anteriores, porque mantivemos a mesma forma de trabalhar, focados nos nossos processos, para passar à próxima eliminatória”.

O Académico de Viseu viaja este domingo até Portalegre, para defrontar o CD Portalegrense. A partida que dita a estreia dos Viriatos na Prova Rainha está agendada para as 15H, no Estádio Municipal de Portalegre.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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