Equipa Profissional 2025-09-13

Focados na primeira vitória fora de portas

O Académico joga esta segunda-feira a quinta jornada da Liga Portugal 2 Meu Super, marcada pela deslocação ao Estádio Carlos Osório, casa da UD Oliveirense. Na conferência de imprensa de antevisão, o treinador Sérgio Vieira destacou a importância da paragem para a data FIFA e do seu regresso ao banco, e mostrou confiança na evolução da equipa. Já o jovem espanhol Nils Mortimer sublinhou a união do grupo e o apoio dos adeptos.

Sérgio Vieira começou por realçar o trabalho feito nas últimas duas semanas: “Foi importante esta paragem para estarmos alguns dias juntos. O nosso foco, desde o início, nunca foram os resultados — muito menos nos jogos de treino —, mas sim nos processos que levam aos resultados. Estes são uma consequência natural ao longo da época. O mais importante são os processos sustentáveis que ajudam os jogadores a tomar boas decisões. Foi isso que fizemos durante esta paragem: puxar pelos jogadores, elevar os níveis de confiança, exigência, espírito de sacrifício, qualidade técnica e também o nível físico. Foi um período muito importante e nesta semana, em termos táticos e estratégicos, voltámos a trabalhar muito bem”.

O técnico academista reconheceu a valia da UD Oliveirense, mas salientou que o sucesso depende sobretudo da resposta dos seus jogadores: “Sabemos o adversário que temos pela frente, é uma equipa que tem mais pontos do que nós e que regressa agora ao seu estádio. Há muitos fatores estratégicos a refletir, mas aquilo que vai acontecer dentro de campo depende exclusivamente de nós. Sabemos a força individual e a organização coletiva que temos, as nossas ambições e responsabilidades. Espero que os nossos jogadores estejam no seu melhor nível e que se superem, porque esse é também o nosso espírito”.

Apesar do arranque sem vitórias fora no campeonato, Sérgio Vieira acredita na resposta do grupo: “Neste início de época não conseguimos garantir fora aquilo que toda a gente deseja — as vitórias e os três pontos —, mas o caminho foi relativamente bem feito. Estivemos a ganhar em todos os jogos fora, o que mostra o mérito do trabalho e da entrega dos jogadores. Depois, em Leiria, perdemos a acabar e, frente ao Torreense, acabámos por falhar na segunda parte em aspetos que treinamos diariamente. Os jogadores sabem disso. Confio muito que todos estão preparados para elevar o nível daquilo que fizemos nessas deslocações e garantir, finalmente, os três pontos”.

Sobre a maturidade da equipa, o treinador destacou o crescimento de vários atletas: “Uma equipa precisa de proximidade, cobrança e exigência. Muitas vezes os jogadores não gostam, mas com o tempo percebem que é algo determinante. É o que aconteceu com o Moreno (Nils Mortimer), o Soufiane, o Simão e outros. Já sinto que, em quatro jornadas, a equipa revelou mais autonomia, só com pequenas intervenções da nossa parte. Estamos no caminho para que este grupo atinja maturidade e autonomia tática, técnica e humana, dentro do balneário e dentro de campo. Isso vai permitir-nos estar muito próximos de agarrar os nossos objetivos e conquistar vitórias”.

Também presente na conferência, o espanhol Nils Mortimer destacou o ambiente positivo dentro e fora do relvado: “Estas duas semanas serviram para nos conhecermos melhor e criar dinâmicas de grupo. Como disse o Mister, no jogo amigável com o Famalicão, o mais importante não era o resultado, mas sim evoluir enquanto grupo e enquanto jogadores. Penso que fizemos esse trabalho e estamos num bom caminho. Contra a Oliveirense acho que o vamos demonstrar”.

O atleta reforçou ainda a importância da crescente ligação com os adeptos: “No último jogo contra o FC Porto “B”, todos sentimos um ambiente diferente. Na verdade, vai sempre depender de nós mesmos - se os adeptos virem a nossa entrega, vão entregar-se connosco – penso que foi o que aconteceu no último jogo, criou-se um ambiente e uma dinâmica com o público muito boa, foi isso que sentimos”.

O Académico de Viseu viaja esta segunda-feira até Oliveira de Azeméis, para defrontar a UD Oliveirense. A partida que encerra a jornada número cinco da Liga Portugal 2 Meu Super está agendada para as 20H15, no Estádio Carlos Osório.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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