Equipa Profissional 2025-08-14

Antevisão vs FC Paços de Ferreira

O Académico recebe este sábado o FC Paços de Ferreira, em partida da segunda jornada da Liga Portugal 2 Meu Super. Na conferência de imprensa de antevisão, o técnico Sérgio Vieira e o jovem Simão Silva abordaram o momento da equipa, destacando a união do grupo, a importância dos adeptos e a aposta na formação.

Sérgio Vieira começou por reforçar o valor de iniciativas, como é o caso da Fan Zone programa para o próximo sábado, que ajudam a aproximar a família academista: “Acho determinante estas e muitas outras que possam ser feitas, para unir todas as pessoas que fazem parte da família academista. É fundamental que, todos os dias e em todos os momentos, estejamos realmente unidos — nos bons e nos maus momentos. As verdadeiras famílias estão sempre juntas”.

O técnico sublinhou que, para o sucesso, há uma combinação de fatores que vão muito além da qualidade individual: “Há uma hierarquia que começa na qualidade e potencial dos jogadores, no trabalho diário, na união e na estrutura que já temos. Mas há também outros elementos: o apoio dos adeptos, as condições climatéricas, as decisões de arbitragem. Tudo influencia as decisões dos jogadores dentro de campo”.

Sobre o último jogo, frente à UD Leiria, Sérgio Vieira fez uma análise detalhada, destacando aspetos positivos e pontos a melhorar: “Aos 81 minutos estávamos em vantagem. A equipa foi bem liderada em campo e não demos oportunidades até uma falha coletiva nas regras defensivas. Nunca vou individualizar para não retirar confiança aos jogadores. Temos de assumir as responsabilidades como estrutura e como família. Devíamos ter subido mais as linhas e mantido maior rigor nas bolas paradas defensivas. Se nos derem paz, ordem e harmonia, tenho a certeza de que no final da época estaremos todos juntos a festejar”.

Sérgio Vieira deixou ainda elogios à postura dos adeptos: “Gostei de ver aquele grupo de adeptos a aplaudir no final. Isso transmite energia aos jogadores. É isso que queremos sempre”.

Presente também na conferência, o jovem avançado Simão Silva falou sobre a sua evolução desde que chegou no Académico: “Comecei nos juniores, fiz muitos jogos nos sub-23 e o Académico tem apostado muito na formação. Tenho de agradecer a oportunidade, estou a conquistar o meu espaço com trabalho e espero muitas conquistas, coletivas e individuais”. 

Sobre a sua forma de jogar, o jogador foi claro: “Lutar todos os lances e pedir a bola faz parte do meu ADN. Claro que a estratégia do mister pode mudar alguns aspetos, mas vou continuar a dar tudo para evoluir”.

O Académico de Viseu defronta o FC Paços de Ferreira neste sábado, a partir das 15H30 no Estádio do Fontelo, na segunda jornada da Liga Portugal 2 Meu Super.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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