Equipa Profissional 2025-08-08

Antevisão vs UD Leiria

Preparados e motivados para um grande jogo

O Académico arranca este domingo a sua caminhada na Liga Portugal 2 Meu Super, com a deslocação ao Estádio Dr. Magalhães Pessoa para defrontar a UD Leiria, a partir das 18H. Na conferência de imprensa de antevisão à partida, o treinador Sérgio Vieira e o defesa Igor Milioransa abordaram a preparação para a nova temporada, o adversário e as ambições dos Viriatos.

Sérgio Vieira: “O balanço da pré-época foi muito positivo”

“O balanço foi positivo. Sentimos evolução e, a dado momento, percebemos que os jogadores estavam a adaptar-se a tudo o que fomos introduzindo. No início foi difícil pelas cargas, pela temperatura, pela adaptação a vários fatores. Fizemos a preparação em Viseu por questões estratégicas, e depois surgiu esse fator de evolução. Os jogos contra diferentes adversários provaram isso e é o que queremos manter ao longo da época. Vamos continuar a melhorar o grupo com entradas e saídas”.

“Temos quatro jogos oficiais este mês e o objetivo é ganhar qualquer um deles, independentemente de serem em casa ou fora. Tivemos períodos de adaptação, momentos em que sofremos golos ou perdemos jogos de treino — e isso foi positivo, porque nos levou a refletir e a encarar outros jogos com mais seriedade”.

“Já virámos o foco para a parte competitiva: sermos responsáveis e ganhar. As vitórias que tivemos nos jogos de treino aconteceram de forma natural, com muita concentração e foco. Estou muito satisfeito com o grupo que temos, com o que a administração tem feito e com a qualidade e competência de toda a estrutura para iniciarmos este caminho”.

"A temporada é o início de um processo que não pode parar até ao fim. Mesmo quando estivermos bem, temos de procurar melhorar. É uma lógica contínua até ao último segundo da época".

"Vai ser um jogo difícil. No início dos campeonatos, em qualquer país, existe uma grande expectativa de todos. Ninguém prepara uma época para perder ou não cumprir objetivos. A UD Leiria, pelo projeto, pelos jogadores e pelo treinador, é um dos candidatos, tal como mais seis ou sete equipas. Temos de respeitar muito o adversário, mas também será para nós um momento especial. É o primeiro passo da época — não o mais determinante, mas importante. Mais do que começar bem, é preciso manter e terminar bem".

"Se não começarmos bem, temos a resiliência e inteligência para refletir e corrigir contra o Paços, Torreense, o FC Porto “B” e os próximos adversários, porque o campeonato é uma maratona. Tem muitos episódios pelo caminho e muita responsabilidade, dentro e fora de campo".

"Queremos que seja uma época diferente, de entrega total, responsabilidade, ambição, espírito de sacrifício e união. Vamos superar as adversidades que surgirem, como lesões, empates ou derrotas. Até as vitórias podem criar instabilidade se gerarem vaidade ou egoísmo, mas isso não vai acontecer connosco. Vamos estar atentos para manter estabilidade e valores".

"Este jogo será o primeiro teste para avaliarmos o desempenho e continuarmos o nosso processo de evolução. O mercado pode trazer saídas e entradas, mas os adeptos podem estar tranquilos: vamos lutar até ao limite pela subida, seja esta temporada ou na próxima. Procuramos jogadores com fome de conquista, ambição e espírito de equipa. Individualismo e egoísmo não têm lugar enquanto eu estiver cá".

"Temos consciência de que não competimos sozinhos. Existem várias equipas preparadas e com experiência de Primeira Liga. É importante que adeptos, jogadores e staff estejam no mesmo registo. Vamos lutar e sofrer juntos para que, quando invadirmos aqui o campo do Fontelo para festejarmos todos, os sorrisos sejam verdadeiros”.

 

Igor Milioransa: “Felicidade enorme por continuar”

“Estou muito feliz por estar aqui por mais uma época. É um clube pelo qual tenho um carinho enorme. Abriu-me as portas aqui na Europa e, desde então, tenho estado aqui. É uma felicidade enorme”.

“Em relação à pré-época, foi muito positiva. Trabalhámos bastante todos os dias, sempre empenhados e a evoluir. Espero que este primeiro jogo corra da melhor forma possível e que consigamos a vitória”.

“O trabalho foi muito bem executado durante a pré-época. Já conhecia alguns conceitos e métodos do Mister, e isso facilitou. Os jogadores que chegaram adaptaram-se muito bem ao trabalho. Estão extremamente capazes de dar o melhor e o objetivo é que o início seja extremamente positivo”.

“A UD Leiria é uma equipa muito competente, com um técnico que na época passada lutou pela subida de divisão, e isso com certeza deixa-os bastante motivados. Fizeram boas contratações, têm qualidade, mas nós também trabalhámos bem e estamos preparados para fazer um bom jogo e alcançar a vitória”.

O Académico de Viseu defronta a UD Leiria neste domingo, a partir das 18h no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, na primeira jornada da Liga Portugal 2 Meu Super.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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