Equipa Profissional 2025-08-02

Kick Off encheu a Sé de Viseu e apresentou a Família Academista para 2025/26

“Viseu quer viver o espírito de primeira liga, mas de forma sustentada, como algo que perdure por muitas temporadas. Muitos clubes já subiram e desceram, nós queremos subir de forma sustentada. Quero pedir a vossa ajuda toda a época, podemos fazer história, se nós caminharmos realmente juntos”, afirmou o treinador Sérgio Vieira.

O Kick Off da Académico de Viseu Futebol Clube, Futebol SAD, voltou esta noite ao emblemático Adro da Sé de Viseu, com a apresentação dos plantéis da equipas principal e sub-23 para a temporada 2025/26, numa celebração que voltou a unir centenas de adeptos e a cidade em torno do espírito Academista.

Num evento marcado pela emoção e pela proximidade com os viseenses, a apresentação decorreu perante uma moldura humana entusiasta, que vibrou com cada atleta chamado, dando assim a conhecer os protagonistas que vão representar o Académico de Viseu na Liga Portugal 2 e na Liga Revelação.

Um dos momentos altos da noite foi a intervenção do treinador da Equipa Principal, Sérgio Vieira, que agradeceu o apoio dos muitos adeptos presentes e lançou um discurso de emoção, valores e exigência para a temporada que agora começa. “Se estamos aqui é porque temos a ousadia e coragem de lutarmos por objetivos que todos sonham, que esperamos alcançar daqui a 10 meses. Vamos lutar muito para que seja dessa forma, mas mais do que conseguir os nossos objetivos, o que ficará para o futuro é a forma como nós os vamos alcançar. Este é um discurso que vivemos dentro do nosso balneário, mas que queremos que se viva com toda a família academista, que não é só os jogadores, a equipa técnica, os diferentes departamentos, ou a administração. Somos todos nós! Temos que viver estes próximos meses como uma verdadeira família. Vamos colocar em prática os valores de união e de família, sem colocar de lado a responsabilidade da vitória, do espírito de sacrifício e de lutar até ao último segundo pelas vitórias. Eu estou de passagem, os jogadores estão de passagem, as pessoas passam, mas o legado maior são os valores que ficam com as conquistas. E são estes valores que estes jovens que aqui estão têm de absorver. Vivemos num mundo de guerra, fome, egoismo, corrupção, mas garanto-vos que a esta equipa jamais vão faltar os valores fundamentais para sermos um grupo forte, determinado e lutador, no jogo e em cada momento de trabalho, deixando de lado o egoismo, a falsidade, a vaidade, os valores que não interessam a esta família e a nenhuma lá em casa. Viseu quer viver o espírito de primeira liga, mas de forma sustentada, como algo que perdure por muitas temporadas. Muitos clubes já subiram e desceram, nós queremos subir de forma sustentada. Quero pedir a vossa ajuda toda a época, podemos fazer história, se nós caminharmos realmente juntos. É fácil estar junto quando se ganha, o que é mais difícil é caminhar juntos quando surge a dificuldade; e aí vêm-se os verdadeiros adeptos e seres humanos. Mas nós vamos dar um exemplo diferente ao futebol português. O futebol pode ser exemplo positivo e no fim podemos festejar juntos com muita alegria. Obrigado por sentirmos esta vossa energia”, afirmou Sérgio Vieira.

A noite contou com momentos culturais que deram brilho extra à celebração, com atuações do Coro Juvenil Vox Visio, da fadista viseense Mara Pedro e do DJ Victor Pirez, antes e depois da apresentação dos plantéis. Pela primeira vez, o Kick Off academista foi transmitido em direto na Liga TV, uma iniciativa inédtiva que levou o evento a todos os adeptos que não puderam estar presentes no centro histórico da cidade.

Com o mote "Arrisca-te a recomeçar em grande", a edição 2025/26 do Kick Off reforçou a ligação autêntica entre o clube e a comunidade, num momento de celebração que marcou o arranque oficial da nova época desportiva. 

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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