Equipa Profissional 2025-07-18

Sérgio Vieira: “Queremos fazer história com o Académico de Viseu”

Em plena pré-temporada do Académico de Viseu, o treinador Sérgio Vieira revela a sua ambição em devolver o clube à elite nacional. Motivado pela oportunidade de “fazer história” e com total confiança na estrutura, o treinador quer unir cidade, adeptos e equipa num projeto sólido, sustentável e profundamente ligado à identidade da região.

Sérgio Vieira apresentou-se para a época 2025/2026 com um profundo sentido de missão no arranque de uma nova etapa à frente do Académico de Viseu. O treinador está determinado a liderar uma nova era, com um projeto ambicioso que visa devolver o Académico aos grandes palcos do futebol português. Num momento de viragem, Sérgio Vieira destaca o potencial único do Académico, realçando a possibilidade de "fazer história" e de "deixar uma marca no futebol nacional".

“O que me cativou foi a possibilidade de fazermos história, de construirmos algo diferente do habitual. O Académico está há muitos anos afastado do patamar onde os seus adeptos o desejam ver, e isso é o que mais me motiva”, afirmou. Já com experiências semelhantes na bagagem, Sérgio Vieira sente que este projeto tem todos os ingredientes para se destacar no panorama nacional. "Este projeto não é apenas mais um. O Académico de Viseu tem um peso enorme no futebol português. A SAD tem demonstrado grande sustentabilidade e vontade de crescer de forma contínua. Todos — direção, equipa técnica, jogadores e adeptos — queremos reerguer-nos, mais fortes e mais determinados", sublinhando o alinhamento total entre equipa técnica, direção, jogadores e adeptos.

Sérgio Vieira destaca ainda a forte ligação emocional que rapidamente criou com o clube e a cidade: “Senti que aqui poderia voltar a ser feliz profissionalmente. Mas isso só seria possível se encontrasse pessoas alinhadas com um projeto sério e ambicioso. Felizmente, foi exatamente isso que encontrei.”

O treinador, de 42 anos, frisa ainda a importância da união e da dimensão humana do projeto: Um dos pontos centrais da sua visão é a união de todas as partes envolvidas: “Temos de priorizar a parte humana. Podemos ter os melhores jogadores, o melhor staff, os melhores adeptos... mas nada disso resulta se não caminharmos verdadeiramente juntos. Temos de viver treino a treino, jogo a jogo, com total entrega e compromisso. O importante é criar uma base sólida, um espírito de família que ultrapasse vitórias e derrotas”, destacando a necessidade de envolver toda a comunidade – desde os adeptos à autarquia – para garantir um projeto duradouro e sólido.

Confiante e motivado, o técnico vê em Viseu um espaço onde pode “voltar a ser feliz profissionalmente” e conquistar “algo muito valioso”. Com uma visão clara, aponta: “Estes trinta e tal anos fora da elite do futebol português têm de acabar em algum momento. Espero e vamos estar determinados para que isso aconteça já nesta próxima temporada. Mas sempre com os pés assentes no chão e com uma visão de estabilidade e crescimento sustentado.”

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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